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janeiro 10, 2005
Da Espera...
Quiseste o mar só para ti.
E a lua toda.
E os teus olhos pérolas, onde já não havia espuma no escorrer das rochas.
Perdi-me de silêncios.
E a tuas mãos perceberam nada, do deslizar da morte no meu corpo.
Recolhi as velas.
Apaguei na areia o oscilar das sombras da lua.
Trazia espuma nos olhos.
Pedi ao sol para não nascer.
E voltei a sentar-me nas rochas à espera do mar...
Maria

o litoral guarda segredo dos meus passos entre
as redes de sal trazidas pelos barcos
e o labirinto das algas ainda agora oferecidas
à praia. Sinto-me à mercê das falésias a riscar
o teu nome na areia; e é como se lentamente
pronunciasse um chamamento triste a que ninguém
acode. Fez-se tarde para os lamentos das sereias:
agora as marés dobam novelos de espuma à roda
dos meus pés, as águas já não transportam
a minha voz, a perder-se sobre as dunas
que os ventos vão desbastando devagar
ao cair da noite. Tenho sempre medo que não voltes.
Maria Do Rosário Pedreira
Publicado por Maria Branco às janeiro 10, 2005 07:04 PM
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Comentários
O mar, por ti, volta sempre. Eu também, Maria. Para te ler, para te sentir perto. Amas as palavras, por isso tantos te adoram a ti. Beijos, muitos
Publicado por: yardbird em janeiro 12, 2005 07:33 PM
Arrumas as palavras de uma forma tão intensa que nelas os sentimentos se sentem espelhados. Que poemas tão belos!
Presumo que sejam ambos teus, se não forem é igual: são ambos belíssimos.
Um xi-coração.
Publicado por: pedra em janeiro 12, 2005 07:28 PM
Lindo. Penetrante. Intenso...
Publicado por: Suplementador em janeiro 12, 2005 06:25 PM
Aparentemente é outra pessoa que escreve ou estou enganado? A primeira parte é tua e a segunda de Maria Do Rosário Pedreira?
Em qualquer dos casos são excelentes textos e a sua leitura é uma delícia para os sentidos.
Beijinho.
Publicado por: Nilson em janeiro 12, 2005 05:40 PM
"E voltei a sentar-me nas rochas à espera do mar..." um grande beijinho querida Maria :)
Publicado por: tartaruga em janeiro 12, 2005 12:35 PM
Sabe tão bem Maria, abrir o peito e deixar a alma dançar ao nosso redor, sentados num rochedo à espera do mar!... Gostei muito do que tu e Maria do Rosário escreveu. Beijinho grande pra ti
Publicado por: In loko em janeiro 12, 2005 05:11 AM
_AMIGA* LINDA E TERNA*,
sao tao BELAS AS PALAVRAS e a IMAGEM QUE AS ILUSTRA, que eu nao sei dizer mais nada!
Digo-LHE como a *MAAT* lhe diz ali atras: GOSTO MUITO DE AQUI ESTAR!_PORQUE, GOSTO MUITO DE SI*_!!!!!!!!!!!!
Beijinho.
UM SORRISO PARA OS SEUS OLHOS!
Heloisa.
********************
Publicado por: Heloisa B.P. em janeiro 12, 2005 01:04 AM
belissimas palavras k me deixaste la no meu cantinho um beijo rose**
Publicado por: Black Rose em janeiro 12, 2005 12:18 AM
Maria da minha cumplicidade
Maria doce amiga.
Como sempre doces são tuas palavras. Como é grande a tua dimensão humana. Tratas por tu o bem. Sorris aos que estão sós. Que pena voltares assim… Mas o mais doce mel espera as almas sãs. E chegará o dia em que o encontrarás. E vai ser tão lindo esse dia.
Um beijo do teu amigo Rogério
Publicado por: Poemas de amor e dor em janeiro 12, 2005 12:06 AM
levaste-me à beira mar, lembrando momentos de melancolia em que "Pedi ao sol para não nascer.
E voltei a sentar-me nas rochas à espera do mar..." nunca soube foi encontrar palavras tão belas para esses momentos. encontraste-as tu, muito obrigado.
Publicado por: Luís em janeiro 11, 2005 11:55 PM
Pensei que estivesses ausente. Já vi que só o estás de alguns lugares. Boa noite!
Publicado por: g2 em janeiro 11, 2005 11:08 PM
Maria...do you know Anne of Green Gables?
Publicado por: justanothernickname em janeiro 11, 2005 10:55 PM
Um beijo. Cumplice.
Publicado por: Santa Cita em janeiro 11, 2005 10:33 PM
Melancólico, mas bonito!
Um beijo
Publicado por: Mar Revolto em janeiro 11, 2005 09:49 PM
belíssima escolha, Maria.
"grandes são os desertos e tudo é deserto", eis o que sinto depois de viajar por este oceano de sons.
beijo.
Publicado por: maat7 em janeiro 11, 2005 08:46 PM
Maria...
Seu blog com tão belos poemas me transmitem muita paz sabia? É simplesmente doce como imagino que você é...adoro vir aqui. Desejo-lhe uma bela semana, com muita paz...beijos no seu coração e obrigada pelas visitas!
Publicado por: Sílvia em janeiro 11, 2005 07:32 PM
Mas que sensibilidade a tua Maria, até nos teus gostos musicais!
Hoje passei-me por velhas recordações.... obrigado
Publicado por: madala em janeiro 11, 2005 07:05 PM
Voltei a estas tuas palavras doces
voltei ao teu carinho
voltei ao teu ninho
voltei pro teu cantar...
Foi ela
a saudade destas coisas belas
a saudade de escrever sobre elas
a saudade que me fez voltar....
Te adoro Maria... Voltei querida, voltei!
Bjos!
Publicado por: Vivian Oliveira em janeiro 11, 2005 05:52 PM
Gostei deste litoral.
Publicado por: 1bigonobalcão em janeiro 11, 2005 03:36 PM
Olá amiguinha
Como de costume nos presenteias com as tuas deliciosas escolhas.
Que bom, então vamos te ter aqui mais vezes? é bom saber isso.
Uma beijoca duma cagarra.
Publicado por: Alma de Poeta em janeiro 11, 2005 03:24 PM
um grande beijo maria *
Publicado por: mário em janeiro 11, 2005 03:14 PM
Sentada nas rochas esperando o mar
Com novelos de espuma em desvarios
Semeias na praia tua presença
Até que a lua te convença
Que as esperas tardias
Nâo são mais
Que amargas ironias
de deuses desleais
UM beijo
Publicado por: Frog em janeiro 11, 2005 02:31 PM
Que suavidade nos podem trazer as palavras, que são letras iguais às outras! A forma de as juntar, revelam a doçura da alma que as escreve. Lindo o teu poema. Trás o cheiro da maresia... Beijo e um grande :-))) para ti!
Publicado por: menina_marota em janeiro 11, 2005 02:16 PM
Lindissimo!... para variar! :o)
Publicado por: nobody em janeiro 11, 2005 12:08 PM
Quem nos faz sentir as gotículas de frescas do mar com palavras escritas na imensidão do espaço virtual *pausa para respirar*, merece um grande beijinho de um leitor cada vez mais assíduo.
:)*
Auf wiedersehen!
Publicado por: Ricky G. em janeiro 11, 2005 10:48 AM
És tão suave!...
Mesmo na espera.
:) Bjs.
Publicado por: náufrago em janeiro 11, 2005 09:28 AM
Queridamiga, que lindo que é este seu espaço... Parabéns!!! Sempre é uma delicia voltar a ele... Obrigado pela visita ao meu humilde espaço e por tê-lo linkado ao seu... Obrigado também pelo lindo comentário que lá deixou... Tenha uma ótima semana com muitas alegrias e emoções... Abraços poéticos deste seu amigo...
Publicado por: ziney em janeiro 11, 2005 03:12 AM
Não tenhas medo do cair da noite, pois a lua é tua confidente.
Oh linda o "sueco" estava despido de preconceitos ;)
Publicado por: Night Wolf em janeiro 11, 2005 01:27 AM
Olá minha amiga!Que lindo, que belo poema que escreveste!com uma pureza, com um brilho que só o sol reflectido nas ondas o tem...há palavras que exprimem tudo, que apelam às sensaçoes e este texto esta repleto de sentimento,e é muito profundo!
Bejinhos amiga, e espero k continues a visitar os meus blogs...
Publicado por: sandra em janeiro 11, 2005 12:32 AM
Também me alegro por outros lados...
Publicado por: onanistélico em janeiro 11, 2005 12:21 AM
Estou sempre por aqui, procurando ser rocha à espera do teu sentar...
bjnho.
Publicado por: Anjo élico em janeiro 11, 2005 12:19 AM
Imagino-a assim mesmo nas rochas. O seu poema não deve nada ao da Maria do Rosário, antes pelo contrário. Bravo, fiz uma rima! Isto da poesia pega-se :). Beijinho grande.
Publicado por: Emilio de Sousa em janeiro 11, 2005 12:11 AM
Hoje fui jogado fora pela fúria das ondas.
Que apagaram tudo o que escrevi.
Mas valeu a pena o efémero lapso que viveram
As palavras que na areia deixei. Para ti.
Porque me castigas?
Publicado por: Anónimo Suspiro em janeiro 10, 2005 11:48 PM
Olá Maria Branco!
Tomar como mote para desenrolar o teu poema, um poema da Rosário é obra e, sobretudo, um excelente desafio. Por duas razões:
Primeira, poderia ter saído uma tentativa inadequada e, meu deus, catástrofes no mar são tremendas (Nunca seria o caso. Achio que te saístes muito bem!), ou
Segunda, haveria de ser deslumbrante a onda onde com toda a elegãncia surfarias como acabou por acontecer.
(Daqui da «praia» apreciámos muito)
Bjs
Publicado por: Jose Duarte em janeiro 10, 2005 11:09 PM
Olá Maria, tentei entrar no teu blog e não conseguia, felizmente agora acesso e encontro a beleza dos textos que partilhas. Simplesmente lindos e esta imagem encanta.
O receio que o amor não volte é o medo de todos que amam. A insegurança deixa-nos ansiosos. Uma linda semana com alegrias.
Beijo meu, minha linda amiga.
Publicado por: anne em janeiro 10, 2005 10:55 PM
{ ...
nem sempre de belo
nem sempre de belo
encontro eu no mar
azul que levas d’alma
amar, marés de chorar
sólido bater de lágrimas
escorrer, nas rochas
doer, neste recordar
deste mar de amar
ido e não voltar
© temporal
beijos*
... }
Publicado por: temporal em janeiro 10, 2005 10:11 PM
O medo do outro não voltar é uma das imperfeições dos amores... mesmo os mais perfeitos :) o teu poema é lindissimo, o da Maria do Rosário Pedreira também e a foto está espectacular. Perfeições... beijos grandes.
Publicado por: ognid em janeiro 10, 2005 10:05 PM
Gostei do que li :) Parabens! *
Publicado por: Cacau em janeiro 10, 2005 09:36 PM
Mais dois poemas belíssimos, Maria!
Que previlégio vir a este blog, minha amiga!
Beijo cheio de amizade.
Publicado por: aguas de marco em janeiro 10, 2005 09:26 PM
Acho espantosa essa forma que tens de te dar em amor...Mas isso não me espanta, porque tu és o amor em pessoa...ADORO-TE, minha amiga.
E do fundo do meu coração desejo-te o melhor. Porque tu só o melhor mereces, tonta!
Publicado por: Vera em janeiro 10, 2005 09:02 PM
Quando te leio vejo-te
Quando te vejo sinto uma alegria imensa
Quando te vejo sinto minha mão suar e minhas pernas tremer
Quando te vejo sinto meu coração pulsar
Quando te vejo meus olhos vem a brilhar
Brilham de tal forma que quase começo a chorar
Quando te vejo o meu dia é um sol a radiar
Obrigado, Maria!
Beijos
Uma excelente semana!
Publicado por: Cacusso em janeiro 10, 2005 08:33 PM
Maria...gosto de te ver. E o texto é tão bonito....Tudo de bom para ti. Jinho, BS
Publicado por: BlueShell em janeiro 10, 2005 08:22 PM
A sua poesia cala sempre fundo e, o seu mar revolve na espuma do nosso imaginário, memórias de passagens, talvez sonhadas, talvez por sonhar mas que nascem das mesmas fontes donde brotam as fábulas e as lendas.
Obrigado pelos seus comentários
BJS
Publicado por: Diálogos Interactivos em janeiro 10, 2005 07:59 PM
Que lindo escrever, Doce Maria!
Fico encantada cada vez que te visito (leia-se todos os dias), pois em cada poema, cada texto há tal quantidade de amor em cada palavra que sinto que sim, a vida vale a pena... porque existem pessoas que amam como tu e que compartem deste amor com todos aqueles que também te amam!
Lindo, Maria, lindo!
E... obrigada por tuas sempre tao lindas palavras deixadas no meu/nosso cantinho...
Beijos muitos!
Publicado por: Carmem Lucia Vilanova em janeiro 10, 2005 07:41 PM